Hoje eu me estressei. Peguei carona, que enrolou pra me levar, e no final, quase decidi que seria melhor ter pêgo ônibus. Cheguei, na correria, quase atrasada no cinema. E na afobação do dia e dos acontecimentos, fiquei divagando ao ver as imagens, quase o filme inteiro. Consequência, esta, de planejar tantas coisas pra um só dia e querer englobar várias tarefas na mesma viagem. Sem contar, a expectativa para o dia de amanhã e perspectivas para a semana, fato quase rotineiro na vida de uma pessoa, infelizmente, ansiosa como eu. Após o término do filme, voltei a lentos passos para a entrada do shopping, sem pressa, e vejo a circular passar na minha frente, como, por ironia do destino talvez, não tinha ninguém esperando no ponto, ela passou rapidamente e minha correria repentina foi em vão. Esperei 50 minutos pelo próximo ônibus. Nesse meio tempo, com raiva, só conseguia pensar "1 minuto antes, UM MINUTO ANTES". Ao sentar, esperamos uma cadeirante entrar. Bastou. Eu não tinha o direito de me rebelar, estressar. Tenho pernas saudáveis. Não devia ser permitido pessoas sem deficiências físicas reclamar da vida. Como se não bastasse, ao chegar no terminal, um jovem se ajoelha no ônibus para pedir R$6,50 de sua passagem, por motivo que nem me lembro o qual, pois na hora só conseguia chorar e sentir a dor do peso na consciência. Encontrei uma amiga no ônibus, que proferiu palavras muito bonitas vindas de seu depoimento de vida. Senti um conforto. Uma angústia. Sensibilidade. Quando refleti o fato novamente, concluí que Deus, àquele em que ela acredita, a tinha mandado àquele ônibus.
Agora, com lágrimas nos olhos, consigo enxergar mais além, era Deus falando através dela.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Desencontro proposital
Fujo porque não quero ser transitória e efêmera. Pra você, quero ser permanente, presente, constante. Enquanto não tiver indícios, não arrisco. Preciso da certeza. Logo, encolho. Me ausento. Apresento-me a mim mesma. É preciso se afastar para se encontrar. É a decisão que escolhi ser mais sábia.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Almas entrelaçadas
Eu a sinto envolvendo meus braços. Posso sentir o toque do seu beijo em minha testa e suas mãos segurando minha face. As lágrimas cessam enquanto a dor continua. A vida continua, mas falta algo. Um pedaço que fora mutilado. Dilacerada sorrio e prossigo. Então quando você acha que está tudo bem, você se lembra. E deseja. Deseja profundamente vê-la. Tê-la. De volta. Acreditar é difícil, quando as lembranças estão tão vivas. Seu sorriso tão próximo, tão presente. E o mais decepcionante é ver o tempo passar. Quando você sempre pensou que cicatrizaria. É como se ele a roubasse de você. E vai te distanciando, mas você quer ficar mais perto. Da imagem, da voz, do cheiro. Você se agarra à lembrança mais próxima e quer congelar o relógio..pra ela não ir embora. E quando se dá conta, ela já fora. Mas deixara algo para trás, seu sorriso no coração de cada um. Sua gargalhada ressonando em minha mente, suas palavras ecoando pelos cantos. Mas o tempo não para, nem apaga. É o que conforta. Ninguém pode te tirar as recordações. Elas sempre serão suas. E das minhas lembranças a senhora sempre fará parte, Dona Iracema, que fora mais que uma pessoa, uma motivação.
"Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema." A minha lenda.
"Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema." A minha lenda.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Não quero lhe falar meu grande amor
Se você lesse meus olhos veria. Mas não pode porque eu escondo. Desvio o olhar com medo. E aos prantos às vezes até esqueço o motivo do choro. Se ao menos eu tivesse indícios me sentiria mais segura. Mas não sei. Quero a resposta sem fazer a pergunta. Quem sabe você não sente o mesmo e estamos ambos ocultando os fatos? A questão é quem será o primeiro a dizer, se é que você tem algo a contar. Eu espero sinceramente que sim, aliás, eu inclusive idealizo suas palavras.. Nunca pensei que esse sentimento se apossaria de mim, sempre vivi tão bem sem ninguém. Achava que as decepções que eu tinha já eram suficientes, e então a gente começa a sentir esse negócio, esse tal do amor não correspondido. Seu humor não depende mais só de você, sua preocupação não gira mais em torno de você e você deixa então de ser o foco de sua vida. É. Eu que sempre me achei tão independente. Fui pega. Será que tem como escapar? Me diga que a gente não tem futuro e eu desisto. Eu tento, juro. Vai doer, mas vou sobreviver. Ou me diga que sente o mesmo. Prefiro assim. Suplico (em pensamentos) que você me queira. Não sei se está na hora de ter atitude ou se sofrer calada é o melhor a fazer. Acontece que estar ao seu lado me emudece, seu olhar intimida, me convida, e mil pensamentos passam pela minha cabeça. Ninguém nunca havia despertado esse sentimento em mim. Alguém que me fizesse feliz com um simples toque de mão. Flutuar com um olhar. Sonhar com um sorriso.
O que me faz continuar é saber que nos meus sonhos as coisas fluem da maneira como desejo. Em miraculosas imaginações eu te tenho. E nesse delírio do irreal eu sou feliz. Porque nos meus sonhos seus olhares são para mim. Eu poderia continuar aqui. Escrever milhões de frases a nosso respeito. Porque sobre você não consigo parar de escrever, de pensar, de imaginar. Mas de nada adiantaria. VOCÊ NÃO VAI LER. Muito menos saber que são para você. Porque no mundo real eu oculto todo esse romantismo traduzido em palavras. Lá fora (na sua frente) eu sou a Mariana "feliz" e sorridente (dilacerada). Porque talvez esse perfil seja mais atraente, não? Ah, acabei de lembrar que você já me deu seu ombro para chorar. Porque faz isso comigo? Eu faria o mesmo, mas preferiria não te ver derrubar lágrimas. O ponto é que você nunca irá saber se essas palavras não saírem de sua forma escrita e se tornarem sonoras. Talvez eu esteja aqui porque eu seja covarde. É. Acho que se aplica. Você tem medo do amor Mariana! Medo do não. Aliás, acho que nem é medo. É vergonha de sentir isso. (Um sentimento que está atrasado três anos, que veio inconveniente, mas que não precisa de convite para chegar). Vergonha de que você saiba que eu me sinto assim. Agora todos sabem. Dessa vez é oficial. Definitivamente, não sou boa com relacionamentos. [...] Quando eu te vi, foi quando eu soube.
O que me faz continuar é saber que nos meus sonhos as coisas fluem da maneira como desejo. Em miraculosas imaginações eu te tenho. E nesse delírio do irreal eu sou feliz. Porque nos meus sonhos seus olhares são para mim. Eu poderia continuar aqui. Escrever milhões de frases a nosso respeito. Porque sobre você não consigo parar de escrever, de pensar, de imaginar. Mas de nada adiantaria. VOCÊ NÃO VAI LER. Muito menos saber que são para você. Porque no mundo real eu oculto todo esse romantismo traduzido em palavras. Lá fora (na sua frente) eu sou a Mariana "feliz" e sorridente (dilacerada). Porque talvez esse perfil seja mais atraente, não? Ah, acabei de lembrar que você já me deu seu ombro para chorar. Porque faz isso comigo? Eu faria o mesmo, mas preferiria não te ver derrubar lágrimas. O ponto é que você nunca irá saber se essas palavras não saírem de sua forma escrita e se tornarem sonoras. Talvez eu esteja aqui porque eu seja covarde. É. Acho que se aplica. Você tem medo do amor Mariana! Medo do não. Aliás, acho que nem é medo. É vergonha de sentir isso. (Um sentimento que está atrasado três anos, que veio inconveniente, mas que não precisa de convite para chegar). Vergonha de que você saiba que eu me sinto assim. Agora todos sabem. Dessa vez é oficial. Definitivamente, não sou boa com relacionamentos. [...] Quando eu te vi, foi quando eu soube.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Auto(re)avaliação
É engraçado voltar aqui depois de tanto tempo. Você percebe que nove meses parecem séculos. E vê o quanto amadureceu (vocês poderão julgar por si próprios). Como pude escrever tanta bobagem? Perdoem minha personalidade crítica, exigente, arrogante talvez, mas tenho em mim um senso de justiça que às vezes me rebela contra a sociedade e certas situações que não tolero. Daí a vontade de extravasar esse sentimento aqui. Mas juro que sou boa pessoa, rsrs.
Ler as postagens anteriores me fez até esquecer o que eu tinha pra escrever agora hahaha. Digo, o post sentimental que eu tinha em mente e senti vontade de desabafar aqui hoje. Bom, já que por hora eu perdi a "inspiração" vou contar as novidades pelo menos, assim atualizo o blog sobre mim, já que ele não tem notícias minhas há tanto tempo, haha.
Atualmente estou morando em São José do Rio Preto, me mudei à quase quatro semanas. No fim do ano passado me formei no ensino médio e prestei o "tal" do vestibular.. e é devido à este fato que tive que trocar de cidade. Estou cursando Letras na Unesp. Ainda é cedo para falar, mas creio que vou gostar do curso. A faculdade é diferente de tudo que já vi antes, até adotei uma nova frase: "Tem coisas que você só vê na faculdade". Sim, isso "oculta" muitas coisas. Hahaha.
As festas são insanas. Aqui, senti uma diferença na personalidade das pessoas, comparando às quais eu me relacionava anteriormente. Elas te ouvem, sempre. Te respeitam. Então imaginem o quanto estou gostando? Pois é, sempre esperei encontrar um lugar assim. Os sentimentos estão em ebulição, transição, evolução. Como estou no momento? Apaixonada pelas letras, pelas pessoas (nova família, colega de quarto: nova irmã), pela nova cidade, nova vida (independência), nova casa e novo ambiente de estudos.
Intensidade, me descreve.
Ler as postagens anteriores me fez até esquecer o que eu tinha pra escrever agora hahaha. Digo, o post sentimental que eu tinha em mente e senti vontade de desabafar aqui hoje. Bom, já que por hora eu perdi a "inspiração" vou contar as novidades pelo menos, assim atualizo o blog sobre mim, já que ele não tem notícias minhas há tanto tempo, haha.
Atualmente estou morando em São José do Rio Preto, me mudei à quase quatro semanas. No fim do ano passado me formei no ensino médio e prestei o "tal" do vestibular.. e é devido à este fato que tive que trocar de cidade. Estou cursando Letras na Unesp. Ainda é cedo para falar, mas creio que vou gostar do curso. A faculdade é diferente de tudo que já vi antes, até adotei uma nova frase: "Tem coisas que você só vê na faculdade". Sim, isso "oculta" muitas coisas. Hahaha.
As festas são insanas. Aqui, senti uma diferença na personalidade das pessoas, comparando às quais eu me relacionava anteriormente. Elas te ouvem, sempre. Te respeitam. Então imaginem o quanto estou gostando? Pois é, sempre esperei encontrar um lugar assim. Os sentimentos estão em ebulição, transição, evolução. Como estou no momento? Apaixonada pelas letras, pelas pessoas (nova família, colega de quarto: nova irmã), pela nova cidade, nova vida (independência), nova casa e novo ambiente de estudos.
Intensidade, me descreve.
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