"A dúvida é o último farrapo de controle da igreja. É a dúvida que traz as almas para ela. A necessidade humana de saber se a vida tem sentido. A insegurança e a necessidade do homem de uma mente instruída que lhe garanta que tudo é parte de um plano geral. Só que a igreja não é a única mente instruída no planeta! Nós todos buscamos Deus de diferentes maneiras. As religiões evoluem! A mente encontra respostas. O coração se apega a novas verdades. A ciência busca o mesmo que a Igreja. Em um caminho paralelo. Deus não é uma autoridade onipotente que nos olha de cima, ameaçando nos atirar em um poço de fogo se desobedecermos. Deus é a energia que flui através das sinapses de nossos sistemas nervosos e dos ventrículos de nossos corações. Deus está em todas as coisas."
(Anjos e Demônios - Dan Brown)
terça-feira, 29 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
Cálice da ignorância

Calem-se as más línguas. Calem-se todas, bocas malditas. Essas bocas egoístas e zombadoras. Dispam-se dos pré-conceitos, da ignorância, da intolerância. É insuportável a condenação ao desconhecido, ao que não te agrada.
Moda não é gostar daquilo que está em evidência, do diferente que chegou ao auge e que muitos não aceitam. Não. Está na moda julgar esses novos gostos: infantis, ridículos. Porém, o que é o ridículo? O que é o bom gosto?
Está na moda se juntar a um grupo de pessoas que criticam as preferências de outro grupo que, em massa, começa a gostar de um novo elemento que "entra em cena". São dois grupos que se chocam, trabalham em coletividade.
Não me insiro em nenhum, apenas respeito as induvidualidades. Não visto a camisa, mas aprecio. Não julgo, pois não sou contra as inovações. Mas odeio a imaturidade daqueles que não respeitam as diferenças.
É egoísta aceitar somente os próprios interesses, aquilo que só agrada a si mesmo. Bom senso é entender que existem individualidades e não invadir o "campo" alheio.
Mas a humanidade não sabe que pra viver em harmonia é preciso o respeito, ou não quer viver de tal maneira. Respeito faz-se necessário para uma vida digna.
Está na moda se juntar a um grupo de pessoas que criticam as preferências de outro grupo que, em massa, começa a gostar de um novo elemento que "entra em cena". São dois grupos que se chocam, trabalham em coletividade.
Não me insiro em nenhum, apenas respeito as induvidualidades. Não visto a camisa, mas aprecio. Não julgo, pois não sou contra as inovações. Mas odeio a imaturidade daqueles que não respeitam as diferenças.
É egoísta aceitar somente os próprios interesses, aquilo que só agrada a si mesmo. Bom senso é entender que existem individualidades e não invadir o "campo" alheio.
Mas a humanidade não sabe que pra viver em harmonia é preciso o respeito, ou não quer viver de tal maneira. Respeito faz-se necessário para uma vida digna.
Quanto à discriminação musical, de estilo, cabelo, etc..deve ser o ócio, não?
sábado, 26 de junho de 2010
Cada cor tem seu valor

Acho que sou tão feliz com minha vidinha. Sim, vidinha, pois não é lá uma vida perfeita. Claro, não tenho uma mansão, infelizmente não sou a mais inteligente da sala e não sou grande amiga da maior parte dela. Mas sou feliz. Me foi concebida a possibilidade de me tornar a mais inteligente com esforços, amiga de mais gente com força de vontade, e a possuir uma mansão com perseverança. Porém, não creio que esses itens são necessários na minha lista de desejos para me sentir melhor. Sou feliz com meus amigos, os poucos que tenho. Posso não me adaptar tão bem a um ambiente escolar, mas possuo pessoas que se alegram com a minha presença em outros lugares. E sei que eles gostam de mim, sejam pessoas da igreja, da escola antiga, da família. São todos considerados pela minha pessoa. E sei que eles se sentem bem à minha presença, assim como me sinto em relação à eles, pois estes sim, posso dizer que conhecem a minha essência. Fico à vontade diante deles, me sinto livre para dizer o que penso e o que quero sem medo de não ser aceita, e de mostrar minha personalidade e minhas qualidades.
Não me sinto uma pessoa ruim se todos não gostam de mim. É clichê, mas não fomos feitos para agradar à todos. Às vezes, muitas pessoas não nos enxergam, digo, por completo. Nós estamos ali, ao lado o tempo todo, elas conhecem nossas roupas, nossas vozes, nossas faces. Mas talvez não saibam o que vamos comentar ou como vamos argumentar diante de conversas e brincadeiras, por nunca terem experimentado conhecer esses nossos aspectos.
Mas sinceramente, eu não ligo. Conheço meu valor e também sei quem o conhece. Estou feliz e satisfeita pelas pessoas que estão na minha vida. Não pelo número, o que não é importante, e sim, pela qualidade delas e pelo que elas me fazem sentir quando estão perto.
Gosto de estar com as pessoas que me cercam na escola, gosto das conversas delas e de suas personalidades. Gosto de passar meus fins de semana em casa. De ler um livro no meu canto, ver um filme com minha irmã. De ir ao sítio com os parentes. E principalmente, de passar o tempo que considero mais importante na minha vida com os meus pais (como assistir a filmes de sábado, confortada em uma cama, entre meu pai e minha mãe). Esses momentos me deixam em paz.
Não preciso de muito para ser feliz, uma vida simples me conforta. E o mais importante, gosto de enxergar as pessoas, de ver a bondade nelas. Gosto dessa variedade, as personalidades de cada um. Como minha mãe sempre me diz, se todas as flores fossem rosas, se todas as cores fossem roxo, o mundo não teria graça. Por isso, falo com todos. Sem olhar raça, classe social e nível de popularidade. Não se deve existir a distinção de gêneros. Todos são pessoas e tem um coração (sentimentos já não sei.. brincadeirinha). E sou grata àqueles que gastaram seu tempo um dia, ao me conhecer. Atenção: é tão simples e é um gesto bonito. Se todos fossem tratados dessa maneira, mais pessoas conheceriam as qualidades da outra e o mundo seria mais bonito. Infelizmente, esse ingrediente ainda não é muito conhecido.
Gosto de estar com as pessoas que me cercam na escola, gosto das conversas delas e de suas personalidades. Gosto de passar meus fins de semana em casa. De ler um livro no meu canto, ver um filme com minha irmã. De ir ao sítio com os parentes. E principalmente, de passar o tempo que considero mais importante na minha vida com os meus pais (como assistir a filmes de sábado, confortada em uma cama, entre meu pai e minha mãe). Esses momentos me deixam em paz.
Não preciso de muito para ser feliz, uma vida simples me conforta. E o mais importante, gosto de enxergar as pessoas, de ver a bondade nelas. Gosto dessa variedade, as personalidades de cada um. Como minha mãe sempre me diz, se todas as flores fossem rosas, se todas as cores fossem roxo, o mundo não teria graça. Por isso, falo com todos. Sem olhar raça, classe social e nível de popularidade. Não se deve existir a distinção de gêneros. Todos são pessoas e tem um coração (sentimentos já não sei.. brincadeirinha). E sou grata àqueles que gastaram seu tempo um dia, ao me conhecer. Atenção: é tão simples e é um gesto bonito. Se todos fossem tratados dessa maneira, mais pessoas conheceriam as qualidades da outra e o mundo seria mais bonito. Infelizmente, esse ingrediente ainda não é muito conhecido.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Reparos

A vida dá-nos presentes da mesma maneira como rasteiras. Há pouco tempo vi-me na beira de um abismo, onde eu estava quase perdendo um amigo. Não apenas um amigo, o melhor. Percebi que eu estava errada, que devemos demonstrar nosso carinho às pessoas constantemente e relembrá-las o afeto e o apreço que possuímos por estas. Hoje sei como sempre soube que este amigo à quem me refiro é um presente que ganhei da Vida. E este abismo ao qual eu me via pairada é uma das rasteiras que a gente recebe dela ao longo do tempo. Mas não tenho do que reclamar, se dela ganhei um presente tão esplêndido. Acho que sua intenção ao nos dar estes presentes era, além de compensar as rasteiras, fazer com que nós saibamos cuidar deles para evitar estes acontecimentos desagradáveis. E independente do quão estúpida, fria e desastrada que eu seja no modo de conduzir minha vida, quero que este meu amigo não se esqueça que aqui neste coração está transbordando amor por ele. Sei que desculpas não são suficientes para apagar a dor a que fomos submetidos, e que dor e saudade são sentimentos intraduzíveis, mas quando isto acontecer enfoque seus pensamentos, querido amigo, às felicidades e momentos inexplicavelmente extrovertidos que passamos juntos. E então se recorde que o brilho de uma pessoa só entra em foco com a graça dos olhos de outra. Nós somos assim, eu vejo seu brilho como o de uma estrela. Prometo que esforçarei-me para manter nossos laços estreitos e cuidarei da minha estrelinha, como um filho afagado pelo afeto de mãe. E lembre-se, aos meus olhos teu brilho não cessará nunca.
Ao meu primo,
com quem passei todos meus anos ao lado, cuja amizade não será destruída por uma simples pedra no caminho.
Amo você, Lucas.
Ser fã

Era fim de tarde. Há 45 minutos eu não acreditava que eu estaria ali. Havia centenas de pessoas na fila, e muitas há várias horas. Digo, desde a manhã. Preciso ressaltar que eram dezenove horas.
As chances de eu entrar naquele lugar e conseguir um ponto razoável eram mínimas, e eu ainda não acreditava nelas. Fãs histéricas com faixas na cabeça, calças coloridas, um visual bem moderno e empolgadas escreviam nas paredes a data daquele dia, deixando as marcas de uma noite que seria inesquecível.
A vibe já adiantava a felicidade maior que ainda estava por vir, e no meio de tantas cores, encontrei a esperança: um amigo no começo da fila.
Lá dentro, lotado. A frente do palco era ilusão. Pois lutadora como sou, segurei forte os braços de minha irmã e enfrentei a multidão. Não vou negar, mas quando reclamavam do empurra-empurra, eu era uma das que participava da ação.
Quinze minutos depois, antes mesmo de começar o show de abertura, com os cabelos ensebados, eu me encontrava na segunda fileira. Um calor sufocante.
É claro que com muito esforço e a maior força de vontade que me surpreende eu consegui o lugar tão cobiçado, à frente do palco. A primeira sensação? Vento. A segunda? Eu não acreditava que dali a poucos minutos eu os veria tão de perto, e o melhor, sem ninguém na frente , exceto pelo segurança, um tipo que eu já conhecia, aqueles que paqueram as garotas da frente.
As mãos enrugadas, os cabelos engomados em um coque, a roupa pesando água, o corpo impossível de se movimentar e a coluna doendo da má posição. Mas que importava? Em poucos minutos eles estariam ali. E era só o começo.
Peguei-me distraída, olhando para o lado oposto, e ao voltar a cabeça para o foco, deparei-me com um belo louro, com duas baquetas na mão. Emoção.
Daí para a frente é só alegria. Você conhece a história. O guitarrista preferido bem à sua frente, à um metro de você. Um olhar do vocalista que te segue na mente pelo resto da vida. Realmente, um lugar privilegiado. Sensação de vitória. Compaixão pelos de trás, mas perdoem o comentário; o mundo é dos espertos.
E cada olhar, cada gesto realizado pelos precursores sem nenhuma intenção ganham sentido no olhar daquela plateia. Variadas interpretações acontecem na mente de cada um. E isso torna o momento mais feliz. Aquelas pessoas no palco talvez não entendam, talvez nem mesmo saibam, mas os espectadores julgam as ações de cada um sob o foco daquelas luzes, e criam histórias onde são privilegiadas com um olhar especial, que na verdade era mera admiração sobre a multidão. É mágica a sensação de se receber um destes olhares.
Nas últimas músicas, imagino que aqueles artistas estejam cansados, com fome, felizes pelo final. Enquanto do outro lado, a angústia bate, a saudade já chega. E finalmente, nos últimos momentos, enquanto aqueles meninos devem sentir-se aliviados, com a sensação de dever cumprido, nós suplicamos por mais uns minutos, talvez segundos. A tristeza bate no peito e a vontade é de que aquilo nunca tenha fim.
Talvez ser fã seja uma arte, onde a cena é criada por você, na sua imaginação, no que existe no seu coração quando seu idolatrado está perto. Nas loucuras que você é capaz de cometer, na pessoa que você é capaz de se tornar. Mas poucos compreendem. Mesmo assim, repito, essa sensação única, que pode ser vivenciada em um dia ou até mesmo em cinco minutos, te motiva, te eleva. O prazer é incalculável. No dia seguinte (mês, ano..), a todo instante, cada segundo daquele espetáculo é relembrado, e você sorri. O dia fica mais bonito.
As chances de eu entrar naquele lugar e conseguir um ponto razoável eram mínimas, e eu ainda não acreditava nelas. Fãs histéricas com faixas na cabeça, calças coloridas, um visual bem moderno e empolgadas escreviam nas paredes a data daquele dia, deixando as marcas de uma noite que seria inesquecível.
A vibe já adiantava a felicidade maior que ainda estava por vir, e no meio de tantas cores, encontrei a esperança: um amigo no começo da fila.
Lá dentro, lotado. A frente do palco era ilusão. Pois lutadora como sou, segurei forte os braços de minha irmã e enfrentei a multidão. Não vou negar, mas quando reclamavam do empurra-empurra, eu era uma das que participava da ação.
Quinze minutos depois, antes mesmo de começar o show de abertura, com os cabelos ensebados, eu me encontrava na segunda fileira. Um calor sufocante.
É claro que com muito esforço e a maior força de vontade que me surpreende eu consegui o lugar tão cobiçado, à frente do palco. A primeira sensação? Vento. A segunda? Eu não acreditava que dali a poucos minutos eu os veria tão de perto, e o melhor, sem ninguém na frente , exceto pelo segurança, um tipo que eu já conhecia, aqueles que paqueram as garotas da frente.
As mãos enrugadas, os cabelos engomados em um coque, a roupa pesando água, o corpo impossível de se movimentar e a coluna doendo da má posição. Mas que importava? Em poucos minutos eles estariam ali. E era só o começo.
Peguei-me distraída, olhando para o lado oposto, e ao voltar a cabeça para o foco, deparei-me com um belo louro, com duas baquetas na mão. Emoção.
Daí para a frente é só alegria. Você conhece a história. O guitarrista preferido bem à sua frente, à um metro de você. Um olhar do vocalista que te segue na mente pelo resto da vida. Realmente, um lugar privilegiado. Sensação de vitória. Compaixão pelos de trás, mas perdoem o comentário; o mundo é dos espertos.
E cada olhar, cada gesto realizado pelos precursores sem nenhuma intenção ganham sentido no olhar daquela plateia. Variadas interpretações acontecem na mente de cada um. E isso torna o momento mais feliz. Aquelas pessoas no palco talvez não entendam, talvez nem mesmo saibam, mas os espectadores julgam as ações de cada um sob o foco daquelas luzes, e criam histórias onde são privilegiadas com um olhar especial, que na verdade era mera admiração sobre a multidão. É mágica a sensação de se receber um destes olhares.
Nas últimas músicas, imagino que aqueles artistas estejam cansados, com fome, felizes pelo final. Enquanto do outro lado, a angústia bate, a saudade já chega. E finalmente, nos últimos momentos, enquanto aqueles meninos devem sentir-se aliviados, com a sensação de dever cumprido, nós suplicamos por mais uns minutos, talvez segundos. A tristeza bate no peito e a vontade é de que aquilo nunca tenha fim.
Talvez ser fã seja uma arte, onde a cena é criada por você, na sua imaginação, no que existe no seu coração quando seu idolatrado está perto. Nas loucuras que você é capaz de cometer, na pessoa que você é capaz de se tornar. Mas poucos compreendem. Mesmo assim, repito, essa sensação única, que pode ser vivenciada em um dia ou até mesmo em cinco minutos, te motiva, te eleva. O prazer é incalculável. No dia seguinte (mês, ano..), a todo instante, cada segundo daquele espetáculo é relembrado, e você sorri. O dia fica mais bonito.
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