sábado, 26 de junho de 2010

Cada cor tem seu valor



Acho que sou tão feliz com minha vidinha. Sim, vidinha, pois não é lá uma vida perfeita. Claro, não tenho uma mansão, infelizmente não sou a mais inteligente da sala e não sou grande amiga da maior parte dela. Mas sou feliz. Me foi concebida a possibilidade de me tornar a mais inteligente com esforços, amiga de mais gente com força de vontade, e a possuir uma mansão com perseverança. Porém, não creio que esses itens são necessários na minha lista de desejos para me sentir melhor. Sou feliz com meus amigos, os poucos que tenho. Posso não me adaptar tão bem a um ambiente escolar, mas possuo pessoas que se alegram com a minha presença em outros lugares. E sei que eles gostam de mim, sejam pessoas da igreja, da escola antiga, da família. São todos considerados pela minha pessoa. E sei que eles se sentem bem à minha presença, assim como me sinto em relação à eles, pois estes sim, posso dizer que conhecem a minha essência. Fico à vontade diante deles, me sinto livre para dizer o que penso e o que quero sem medo de não ser aceita, e de mostrar minha personalidade e minhas qualidades.
Não me sinto uma pessoa ruim se todos não gostam de mim. É clichê, mas não fomos feitos para agradar à todos. Às vezes, muitas pessoas não nos enxergam, digo, por completo. Nós estamos ali, ao lado o tempo todo, elas conhecem nossas roupas, nossas vozes, nossas faces. Mas talvez não saibam o que vamos comentar ou como vamos argumentar diante de conversas e brincadeiras, por nunca terem experimentado conhecer esses nossos aspectos.
Mas sinceramente, eu não ligo. Conheço meu valor e também sei quem o conhece. Estou feliz e satisfeita pelas pessoas que estão na minha vida. Não pelo número, o que não é importante, e sim, pela qualidade delas e pelo que elas me fazem sentir quando estão perto.
Gosto de estar com as pessoas que me cercam na escola, gosto das conversas delas e de suas personalidades. Gosto de passar meus fins de semana em casa. De ler um livro no meu canto, ver um filme com minha irmã. De ir ao sítio com os parentes. E principalmente, de passar o tempo que considero mais importante na minha vida com os meus pais (como assistir a filmes de sábado, confortada em uma cama, entre meu pai e minha mãe). Esses momentos me deixam em paz.
Não preciso de muito para ser feliz, uma vida simples me conforta. E o mais importante, gosto de enxergar as pessoas, de ver a bondade nelas. Gosto dessa variedade, as personalidades de cada um. Como minha mãe sempre me diz, se todas as flores fossem rosas, se todas as cores fossem roxo, o mundo não teria graça. Por isso, falo com todos. Sem olhar raça, classe social e nível de popularidade. Não se deve existir a distinção de gêneros. Todos são pessoas e tem um coração (sentimentos já não sei.. brincadeirinha). E sou grata àqueles que gastaram seu tempo um dia, ao me conhecer. Atenção: é tão simples e é um gesto bonito. Se todos fossem tratados dessa maneira, mais pessoas conheceriam as qualidades da outra e o mundo seria mais bonito. Infelizmente, esse ingrediente ainda não é muito conhecido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário