
A vida dá-nos presentes da mesma maneira como rasteiras. Há pouco tempo vi-me na beira de um abismo, onde eu estava quase perdendo um amigo. Não apenas um amigo, o melhor. Percebi que eu estava errada, que devemos demonstrar nosso carinho às pessoas constantemente e relembrá-las o afeto e o apreço que possuímos por estas. Hoje sei como sempre soube que este amigo à quem me refiro é um presente que ganhei da Vida. E este abismo ao qual eu me via pairada é uma das rasteiras que a gente recebe dela ao longo do tempo. Mas não tenho do que reclamar, se dela ganhei um presente tão esplêndido. Acho que sua intenção ao nos dar estes presentes era, além de compensar as rasteiras, fazer com que nós saibamos cuidar deles para evitar estes acontecimentos desagradáveis. E independente do quão estúpida, fria e desastrada que eu seja no modo de conduzir minha vida, quero que este meu amigo não se esqueça que aqui neste coração está transbordando amor por ele. Sei que desculpas não são suficientes para apagar a dor a que fomos submetidos, e que dor e saudade são sentimentos intraduzíveis, mas quando isto acontecer enfoque seus pensamentos, querido amigo, às felicidades e momentos inexplicavelmente extrovertidos que passamos juntos. E então se recorde que o brilho de uma pessoa só entra em foco com a graça dos olhos de outra. Nós somos assim, eu vejo seu brilho como o de uma estrela. Prometo que esforçarei-me para manter nossos laços estreitos e cuidarei da minha estrelinha, como um filho afagado pelo afeto de mãe. E lembre-se, aos meus olhos teu brilho não cessará nunca.
Ao meu primo,
com quem passei todos meus anos ao lado, cuja amizade não será destruída por uma simples pedra no caminho.
Amo você, Lucas.
essa foto é linda, amo como vc escreve *-*
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